Grandes empresas já notaram que para planejamentos estratégicos serem efetivos, é preciso que as pessoas estejam com os objetivos alinhados aos da empresa, mais do que conhecer a missão e visão organizacional entendam a participação de seus papéis. A participação de um RH estratégico é fundamental, a fim de ajudar na elaboração do planejamento, alinhar processos, conhecer as pessoas que formam a estrutura.

A tecnologia torna-se grande aliada oferecendo ferramentas cada vez mais completas para a gestão de pessoas, principalmente quando tange o tratamento de dados, pois com uma estrutura sólida tomadas de decisões e previsões de riscos se tornam mais ágeis. Vamos entender melhor sobre a importância dos dados como ativo para o RH estratégico.

People Analytics e o uso de dados no RH

Pensar em dados pode ser muito genérico, principalmente quando falamos de processos e pessoas, por isso o People Analytics (PA) ganha destaque como ferramenta para um uso eficaz de dados no setor de RH. O método visa coletar, armazenar e analisar os dados que são realmente pertinentes para cada setor, processo e características específicas da empresa.

Quando aplicado com um bom planejamento, o PA tende a auxiliar no reconhecimento de pontos fortes e fracos tanto dos colaboradores de forma individual, quanto de alinhamento entre equipes e os objetivos da empresa como um todo. 

Além de melhorar o clima organizacional, essa abordagem traz benefícios que impactam desde o processo de recrutamento até qualidade de vida dos colaboradores no trabalho. Quer saber mais? Continue lendo!

As vantagens de utilizar dados na gestão do RH

Uma análise bem realizada de dados, dentro de um contexto bem estipulado pode alavancar atividades de diversas formas, vamos destacar algumas delas:

Processo de seleção mais eficiente e retenção de talentos

O recrutamento de novos colaboradores costuma ser algo demorado, e de alto custo, devido ao nível de atenção e cuidado que a responsabilidade exige. 

No entanto, hoje existem softwares capazes de fazer o cruzamento de dados do perfil esperado para o cargo e dos currículos recebidos, agilizando a fase de triagem e aumentando as chances de fit cultural entre os candidatos selecionados e a empresa.

Além disso, com esse controle mais efetivo de perfil as organizações podem conhecer mais a fundo seus colaboradores, o que os motiva e se estão alinhados com as diretrizes da empresa. 

Dessa forma é possível investir para melhores condições de trabalho, reduzindo a chances de turnover e, consequentemente, gastos relacionados à rotatividade.

Possibilidade de realizar análises preditivas

Com relatórios completos gerados por softwares é possível realizar pesquisas para analisar clima organizacional, como os funcionários estão se sentindo, avaliar produtividade, ou até mesmo entender perfil comportamental e características específicas dos profissionais. 

Torna-se possível realizar uma análise preditiva quanto às atitudes em situações diversas, podendo mitigar riscos de perda de talentos, mal aproveitamento de competências, identificar necessidade de capacitação e gerar correções de processos visando melhores resultados.

Decisões baseadas em estudos, não suposições

Alinhando indicadores e métricas à boas análises, com certeza a equipe de RH terá mais insumos para tomar decisões com maior segurança e assertividade, tornando o processo mais ágil e gerando até a redução de custos.

A agilidade nas escolhas é fundamental, mas para isso é preciso ter uma base de dados bem estruturada e profissionais capazes de compreendê-la. Sistemas de informações podem ser muito úteis, fornecendo de forma facilitada o que for necessário para uma tomada de decisão.

Implementando o RH orientado a dados

Os benefícios de ter orientação através da utilização de dados são realmente atrativos, mas implantar a metodologia na empresa demanda uma abordagem estratégica. Primeiramente, é necessário ter uma equipe de RH capacitada, que entenda sobre o negócio e todo seu contexto, desde os objetivos até o valor dos colaboradores.

Um plano de ação também deve ser elaborado, tendo como base as metas esperadas. Dessa forma, cada um da equipe saberá sua função e o caminho que deve ser percorrido. 

Estipular indicadores coerentes com o objetivo da coleta de dados é outro ponto fundamental para gerar análises efetivas, sem desperdício de tempo para coletar e armazenar o que não será usado.

Por fim, é importante atentar-se à cultura organizacional. O ideal é que a orientação por dados esteja intrincada no DNA da empresa. Tanto gestores quanto colaboradores devem estar cientes, desde o primeiro dia de trabalho, da importância de utilizar determinadas informações para sustentar suas tomadas de decisões. 

Isso significa, também, que o RH deve fazer um esforço para garantir que todos os envolvidos tenham conhecimento sobre as tecnologias utilizadas para coletar e armazenar dados. Oferecer capacitações e workshops desde o processo de onboarding é um bom primeiro passo. 

Investir na automatização de processos, no fornecimento de insumos relevantes e na autonomia do setor do RH é investir no sucesso da organização. A partir da maior agilidade na resolução de problemas e das tomadas de decisão baseadas em dados, o engajamento e produtividade crescem ao ponto de alavancar o negócio. 

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