Ainda que a equidade de direitos entre gêneros seja um tema mais discutido atualmente, nas empresas ainda há um extenso caminho para que os cargos de liderança sejam ocupados por mulheres nas mesmas proporções que homens. 

Fatores históricos que formam nossa cultura e padrões de sociedade são fortes influências para que ainda exista não apenas a desigualdade, mas os difíceis obstáculos impostos para que mulheres alcancem altos cargos, mesmo que a liderança feminina já tenha se mostrado promissora para os resultados.

Além disso, a possibilidade de cargos estratégicos serem ocupados por mulheres seria de grande importância para o papel social e econômico geral do país. Vamos entender mais sobre o cenário atual que tange o assunto.

Principais desafios das mulheres no mundo corporativo

Quando falamos sobre o tema, é inevitável mencionar fatores históricos, afinal, eles são a base de nossa cultura e nossos padrões de sociedade. De maneira geral, até o século 19, não existiam movimentos significativos em busca da igualdade de direitos.

Como consequência, deveres e limitações eram impostos de acordo com o gênero desde o nascimento, assim, homens eram incentivados a uma educação formal e construir carreiras, enquanto mulheres não tinham investimento em seus estudos e eram responsáveis por afazeres domésticos, praticamente não valorizados.

O reflexo é que mulheres continuam sendo, em maioria, responsáveis por ter uma rotina dupla: em um período estão em seus empregos, no outro cuidando da casa e da família, não restando tempo para descanso ou investir em cursos para suas carreiras, ademais, muitas empresas não entendam a flexibilidade demandada.

Além disso, existe um estereótipo de que a liderança feminina não é tão eficaz quanto a do homem por ser guiada por emoções, formando uma resistência para que ocupem os cargos. O salário também é um forte obstáculo, segundo a Catho (2020), mulheres na liderança recebem, em média, 23% a menos que homens.

Importância de mulheres em altos cargos

A relevância da ocupação de gerências por mulheres pode ser encontrada em aspectos econômicos, sociais e de resultados para as próprias organizações, tendo vantagens como lideranças mais cooperativas, maior resiliência e empatia, maior flexibilidade e melhores relacionamentos interpessoais.

Em questões econômicas, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que, com a igualdade de gênero nas empresas, o PIB mundial cresceria em torno de 35%, ou um aumento de US$ 6 trilhões com a equivalência de salários, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Para as organizações o ganho também é promissor, o estudo feito pela consultoria McKinsey em 2020 apontou que locais com equidade nas equipes executivas são 14% mais propensas a superar os concorrentes e 93% mais chances de ultrapassar o desempenho financeiro.

Inspire-se em grandes lideranças

Para compreender ainda mais sobre a importância e vantagens de mulheres em altos cargos, lembre-se de fortes exemplos mundiais como Angela Merkel, chanceler da Alemanha que se destacou na União Europeia ou Michelle Obama, exemplo de que é possível manter equilíbrio entre os papéis que a mulher escolher exercer.

As empresas devem começar a investir em um cenário que possibilite as mesmas chances de crescimento na carreira entre homens e mulheres, não apenas para ganhos próprios, mas por serem grande influência no comportamento geral da sociedade.

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