Você é feliz no trabalho? Seus colaboradores são? A pergunta pode ser incômoda e a resposta, difícil. Mas o fato é que esse tipo de questionamento é cada vez mais importante, especialmente para empresas que focam na experiência do colaborador. E, hoje, esse tipo de visão é imprescindível. 

A felicidade no trabalho está atrelado a fatores como saúde, segurança, bem-estar, diversidade e muitos outros. Todos esses são aspectos diferenciadores que tornam as empresas mais propensas ao sucesso. Como? Para começar, ajudam na atração de talentos. 

Atualmente, os profissionais buscam muito mais do que bons salários. Eles prezam pelo tempo livre, autonomia, liberdade e tantos outros aspectos que antes não eram explorados na employee experience. 

Um dos motivos para essa mudança foi a pandemia, que catalisou a percepção de que vida pessoal e profissional não podem ser separadas. Por isso, proporcionar felicidade é a melhor forma de engajar e reter colaboradores. Quer saber mais? Continue lendo!

O que é a felicidade no trabalho

A felicidade em si é um estado pessoal e subjetivo, no entanto, a missão de proporcionar felicidade aos colaboradores de uma empresa é coletiva, envolvendo todos que estão no ambiente, desde a alta gestão, RH, líderes até a própria equipe.

Esse sentimento de bem-estar surge por um conjunto de fatores, envolvendo aspectos físicos do ambiente até questões do clima organizacional. Está relacionada com a sensação de pertencimento e comprometimento com os propósitos do negócio.

Também tem conexão com a satisfação nas tarefas realizadas, bons relacionamentos, reconhecimento e valorização do trabalho, além de expectativa futura. Ademais, a pandemia trouxe novas visões quanto aos meios de trabalho e descobertas quanto a produtividade individual. 

Importância da felicidade no trabalho

De acordo com uma pesquisa realizada pela Warwick University, do Reino Unido, colaboradores felizes são 20% mais produtivos do que os que não se consideram satisfeitos. Pensando de forma isolada, pode parecer um número pequeno, no entanto, estamos pensando em uma organização inteira.

Em um ambiente corporativo, dificilmente alguma tarefa que conclui individualmente, mas sim em equipes, por isso o reflexo de um colaborador insatisfeito pode ser ainda maior, dessa forma, é essencial que os times tenham sintonia para realizar um bom trabalho.

A satisfação com a rotina engaja e impulsiona o trabalho, afinal, todos temos experiência do quanto é difícil realizar atividades que não geram nenhuma felicidade. A felicidade auxilia na produtividade, reduz o esgotamento e gera comprometimento e diminui as taxas de turnover.

Para o próprio profissional é uma forma de trabalhar a saúde mental, ter maior qualidade de vida, o que também permite maior destaque na carreira e, consequentemente, maiores chances de promoções e reconhecimentos.

Como promover a felicidade no trabalho?

Como mencionado, criar ambientes saudáveis é uma missão coletiva, que envolve todos os funcionários da mesma empresa, afinal, bons relacionamentos influenciam no clima organizacional. Porém, deve estar relacionada com a cultura, pois ela irá ditar hábitos comuns. Confira seis dicas!

Invista na comunicação

Para equipes trabalharem melhor é necessário que seja construído bons relacionamentos, tanto entre colegas de mesmo cargo, quanto com a liderança. A comunicação é ponto chave para ter confiança entre as pessoas que irão trabalhar juntas e alinhamento sobre o que é necessário realizar.

A comunicação clara e objetiva é outro pilar da felicidade no trabalho. Ela garante que todos estejam em sintonia com os objetivos que devem ser alcançados, assim como o que cada um está realizando e o trabalho tende a fluir melhor, evitando gargalos que podem gerar desentendimentos e desgastes.

Realize feedbacks constantes

A prática do feedback é fundamental para que o profissional esteja bem orientado, além de ser um momento para tirar dúvidas, apontar sobre insatisfações na rotina e ter ideias do que pode ser feito a respeito, além de ter bons trabalhos reconhecidos.

A conversa one a one também é uma forma de construir um relacionamento de confiança e também ajuda o colaborador a se sentir mais confiante quanto às atividades que devem ser realizadas e as decisões que precisam ser tomadas.

Defina objetivos tangíveis

Ainda que a organização tenha objetivos gerais, é essencial que essas metas sejam colocadas na realidade de cada setor e, consequentemente, de cada funcionário para que exista a sensação de pertencimento, que seja possível visualizar a participação e contribuição efetiva.

Os objetivos específicos devem ser definidos de forma que sejam desafiadores, mas também possíveis, claros e com prazos bem estabelecidos. Isso evita o sentimento de frustração ou de mau direcionamento, o que pode trazer insatisfação e reduzir a produtividade.

Crie o hábito da valorização e resiliência

Muitas vezes as empresas não criam espaços e momentos que os colaboradores possam interagir e realizar reconhecimentos de forma espontânea, o que pode não ser bom para os relacionamentos. Valorizar um trabalho bem executado pode ser simples, mas estimula e traz mais confiança ao profissional.

Trabalhar a resiliência também é essencial, afinal, a rotina não é formada apenas por acertos e conquistas, contudo aceitar erros e saber trabalhá-los também faz parte da inteligência emocional e da saúde mental.

Conheça seus colaboradores

Com a vinda da pandemia e o período em que as organizações tiveram que se adaptar ao home office e novos métodos de trabalho, ficou ainda mais claro que cada colaborador é único. Reconhecer essas singularidades é importante para atender a demanda de forma que agregue valor.

Ou seja, a produtividade pode mudar de acordo com local e horário, as necessidades podem ser distintas e foram descobertas tarefas que alguns têm mais aptidão do que outros. Uma tendência, por exemplo, está sendo a adesão aos benefícios flexíveis.

Ofereça benefícios adequados

Se você conhece seus colaboradores, essa tarefa fica mais fácil. Oferecer benefícios corporativos, como vale-alimentação, refeição, mobilidade, auxílio home office etc é uma forma de valorizar o profissional e atuar ativamente para melhorar seu bem-estar, saúde e segurança financeira. 

Entendendo as necessidades e desejos dos colaboradores, é mais fácil oferecer os benefícios certos. Por exemplo: um jovem talento com ambição profissional pode se beneficiar mais de um auxílio educação, enquanto um profissional que precisa melhorar a estrutura para trabalhar de casa vai preferir um auxílio home office. Ok, mas como atender os dois ao mesmo tempo? 

Nesse caso, benefícios flexíveis são a solução. Ideais para equipes multidisciplinares e multigeracionais, os benefícios flexíveis dão autonomia para os colaboradores usarem o saldo da forma que preferirem, de acordo com as carteiras liberadas pelo RH. 

O RH protagonista e o papel da liderança

Quando o assunto é gestão de pessoas e cultura organizacional, o RH torna-se protagonista. A saúde mental e a felicidade dos colaboradores no trabalho devem ser fatores monitorados constantemente pela equipe de recursos humanos, a fim de trabalhar previamente evitando riscos ou os problemas de fato.

Realizar pesquisas de clima organizacional de forma periódica é essencial para manter a atenção no aspecto geral. Ademais, o RH deve utilizar-se de métodos de análise e ferramentas tecnológicas para conhecer os perfis de talentos existentes da empresa, a fim de alocá-los em atividades adequadas, por exemplo o People Analytics.

Dessa forma, os colaboradores tendem a se sentirem mais satisfeitos no dia a dia ao desempenhar suas funções, tornando-se mais produtivos. Trabalhar a liderança também é essencial, pois estes serão as referências das equipes.

Os líderes precisam ter uma cultura do feedback que permita que o colaborador se expresse com sinceridade e de forma confortável para, juntos, trabalharem pontos positivos e negativos. A satisfação da liderança também deve ser monitorada, pois irá refletir na inspiração dos demais como um espelho.

Benefícios da felicidade no trabalho

Para as organizações, a felicidade de seus colaboradores irá trazer maior produtividade e engajamento. Funcionários felizes desempenham melhor suas atividades e se tornam mais comprometidos com os objetivos gerais, com o propósito do negócio.

A qualidade de vida no meio corporativo, tão almejada quanto bons salários, são incentivos para a atração e retenção de talentos, tornando a empresa mais competitiva no mercado. Além de reduzir taxas de turnover e os custos gerados pelas dispensas e novas contratações.

Com as equipes trabalhando com mais satisfação na rotina, o processo de inovação tende a melhorar, gerando a ideia de melhoria contínua dos processos. Com isso, os colaboradores se sentem mais confiantes, enxergando novas perspectivas de soluções, o que também torna a tomada de decisões mais assertivas.

Processos de venda e atendimento ao cliente, por exemplo, são grandes refletores da felicidade no trabalho. Para os próprios profissionais, torna-se uma questão além do pessoal, afinal, a carreira e o trabalho formam grandes partes da rotina e da vida.

Conseguir ter a sensação de felicidade no dia a dia, no momento do trabalho, é fundamental para a saúde emocional, que impacta diretamente no bem estar e até na saúde física. 

Em questão de planejamento, quando é possível trabalhar com felicidade o desempenho melhora o que impulsiona oportunidades e aumenta as chances de promoção. 

Quando a empresa desenvolve um ambiente com uma cultura favorável à qualidade de vida na rotina e um RH realmente engajado com o que tange a felicidade no trabalho, garante uma situação benéfica para todas as partes. 

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