NR-1 e Liderança: O que muda em maio e por que você é a peça-chave

Uma mulher de ascendência asiática, vestindo um suéter amarelo mostarda, lidera uma conversa animada com sua equipe em uma sala de reunião moderna e acolhedora. Ela está em pé no centro, gesticulando de forma aberta e sorrindo, demonstrando uma liderança acessível e empática.
As lideranças terão papel fundamental nas novas normas da NR-1

Trabalhar com gente é saber que o sucesso de qualquer projeto depende, antes de tudo, de um ambiente saudável e justo. Se você lidera uma equipe — seja no marketing, no financeiro, nas operações ou no RH — já deve ter ouvido falar que a NR-1 mudou. Mas você sabia que, a partir de maio de 2026, você passa a ser um protagonista dessa norma?

A nova NR-1 deixa de ser um “assunto de técnico de segurança” para se tornar uma competência essencial de gestão. O governo estabeleceu o dia 26 de maio de 2026 como o marco final para as empresas se adequarem plenamente às novas diretrizes de saúde mental e bem-estar.

Neste post, vamos explicar por que essa mudança coloca a liderança no centro da estratégia, o que são os riscos psicossociais na prática e como você pode preparar o seu time para esse novo momento.

O que é a NR-1 e por que o foco mudou?

A NR-1 é a “norma mãe” que orienta todas as outras diretrizes de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil. Ela estabelece as disposições gerais e o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).

Historicamente, o foco era quase total em riscos físicos ou ambientais. No entanto, a nova redação traz um olhar muito mais humano e moderno. A grande evolução é a incorporação dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Isso significa que o estresse excessivo, a sobrecarga,  o clima organizacional, entre outros fatores, estão no radar da fiscalização tanto quanto o uso de um capacete.

Por que a Liderança é a peça-chave?

Você pode estar se perguntando: “Mas cuidar da NR-1 não é papel do RH?”. A resposta curta é: não mais sozinho.

O RH atua como o parceiro estratégico que monitora e apura as informações, mas é o líder de área quem está no dia a dia, sentindo o pulso da equipe. É você quem percebe quando um colaborador está sobrecarregado, quando o clima entre os pares esfriou ou quando o presenteísmo — aquele fenômeno onde a pessoa está presente fisicamente, mas sua mente está longe por causa do estresse — começa a afetar a produtividade.

A partir de maio, os líderes terão um papel fundamental em:

  • Identificar problemas: Perceber sinais de alerta antes que virem um adoecimento formal.
  • Conduzir ações: Criar um ambiente de trabalho mais saudável e justo.
  • Dividir a responsabilidade: O cuidado com as pessoas passa a ser uma meta compartilhada de toda a empresa.

Riscos Psicossociais: O que você precisa observar?

Para liderar com base na nova NR-1, você precisa entender o que são os riscos psicossociais na prática. Eles são fatores na organização do trabalho que podem causar danos à saúde mental. Fique atento a:

  1. Conteúdo do Trabalho: Tarefas sem sentido ou excessivamente fragmentadas.
  2. Carga e Ritmo: Prazos irreais e pressão constante sem pausas para recuperação.
  3. Ambiente e Equipamento: Falta de ferramentas adequadas para realizar a função com segurança.
  4. Contexto Organizacional: Insegurança no emprego, falta de clareza de papel e lideranças autoritárias.

Um líder humanizado e atento é aquele que cria Segurança Psicológica: um ambiente onde o colaborador se sente seguro para falar sobre suas dificuldades sem medo de retaliações.

O impacto além das multas

Ao não endereçar o tema de saúde mental de forma estruturada, a empresa corre riscos que vão muito além das penalidades jurídicas. Estamos falando de:

  • Aumento do Turnover: Perda de talentos valiosos para o mercado.
  • Baixa Produtividade: Equipes desmotivadas ou doentes produzem menos e com menor qualidade. 
  • Impacto na Marca Empregadora: Dificuldade em atrair novos profissionais. 

Novas ferramentas de engajamento

Criar um ambiente saudável passa por uma liderança presente. Usar benefícios flexíveis e programas de educação financeira é uma forma prática de reduzir o estresse extrínseco do seu time, garantindo que eles estejam integralmente saudáveis para focar no que importa.

Cuidar da saúde mental do time, como pede a nova NR-1, passa obrigatoriamente por oferecer autonomia. Dados do  Anuário de Benefícios e Práticas Corporativas da Swile  revelam que 56,2% dos colaboradores consideram a flexibilidade — o poder de escolher como usar seus benefícios — o ponto mais alto de um pacote corporativo. Embora a adesão das empresas a esse modelo tenha subido de 26,2% para 39,3% recentemente, ainda há um vasto campo para evolução. Implementar essa flexibilidade é uma ação prática de cuidado que gera resultados mensuráveis: empresas que adotam essa postura observam uma queda de 15% no turnover, segundo a Gartner, transformando a satisfação em rendimento real.

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Conclusão

A nova NR-1 é um convite para que a liderança evolua. O cuidado com o time deixa de ser um “anexo” da sua função para se tornar o pilar central de uma gestão de sucesso. Ao assumir essa responsabilidade compartilhada, você não apenas cumpre a lei que entra em pleno vigor em maio de 2026, mas constrói uma equipe muito mais resiliente, engajada e feliz.

O RH estará lá para te dar as ferramentas, mas o olhar atento e o sorriso de volta do seu time dependem de você.

Perguntas frequentes (FAQ)

Qual o papel do gerente na NR-1?

O gerente é o responsável direto por monitorar o ambiente de trabalho, identificar sinais de estresse ou sobrecarga e colaborar com o RH na implementação de ações que reduzam os riscos psicossociais no dia a dia.

O que muda oficialmente em 26 de maio de 2026?

Nessa data, encerra-se o período de transição e adaptação das empresas à nova redação da NR-1, tendo início a vigência integral da norma e a fiscalização sobre como as empresas gerenciam a saúde mental e os riscos psicossociais dentro do seu PGR.

Como identificar riscos psicossociais no meu time?

Fique atento ao aumento de erros operacionais, mudanças bruscas de comportamento, excesso de horas extras, baixo engajamento e produtividade. Caso tenha alguma sensibilidade, avalie se é uma questão pontual ou estrutural e parta para a ação.

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