“Reinventar  a realidade”. Esse foi o lema do HR4results 2022, o maior evento de inovação em RH da América Latina. A lista de palestrantes fez jus à fama: nomes como Tadeu Schmidt, Miguel Falabella e Djamila Ribeiro se juntaram aos especialistas de RH das maiores empresas do mercado para gerar mais de 40 horas de conteúdo. E conteúdo de qualidade. 

Fora dos palcos, um dos destaques foi a experiência imersiva proporcionada pela plataforma online do evento. Além de assistir os conteúdos ao vivo, os participantes remotos podiam navegar por um ambiente digital que reproduzia os estandes dos patrocinadores. Quase como um metaverso. E um desses estandes era o da Swile. 

Quem foi presencialmente ao evento teve a oportunidade de conhecer mais sobre os benefícios flexíveis, participar de jogos, pesquisas e, claro, levar alguns brindes para a casa. E também não dá para não falar da palestra do nosso People Director, Diogo Oishi, que falou sobre o employee experience como motor para o crescimento dos resultados. 

Não pôde acompanhar o HRrResults? Participou e quer relembrar? Então vem com a gente para saber mais sobre os destaques do evento e, de quebra, ver o resultado da pesquisa interativa que fizemos lá! 

O primeiro dia do HR4results 2022

A primeira palestra do dia acertou em cheio em um ponto que vem sendo cada vez mais discutido na área de Pessoas: a felicidade. Mais especificamente, a felicidade no trabalho. Quem abriu os trabalhos foi Maryana com Y, fundadora da HumorLab, que se define como palestrante de inteligência HUMORcional. 

O papo foi descontraído e, ao mesmo tempo, sério. Com uma abordagem pautada no bom humor para tratar de temas comuns ao meio corporativo, a palestra aqueceu o público para Mariana Dias, CEO e co-fundadora da Gupy. Mariana falou sobre o começo de uma nova era, algo que já vem sendo anunciado na área de People. 

A nova era do RH

A nova era, no caso, refere-se às grandes mudanças que vêm acontecendo no setor, impulsionadas por fatores sociais, pela economia e pelo avanço da tecnologia. Como diz o mote do evento, é tempo de reinventar a realidade para atender às demandas que continuamente desafiam os gestores de pessoas e lideranças. 

Logo na sequência, o convidado ilustre do dia: Tadeu Schmidt. Em papo conduzido pela CEO da Gupy, o apresentador da Rede Globo refletiu sobre sua jornada na profissão até chegar ao ponto atual. Gente como a gente, Tadeu falou sobre todo o tempo que investiu até encontrar seu propósito profissional, aquilo que ele performa bem. 

Foi um momento de muitos insights, especialmente no que diz respeito à construção de jornadas memoráveis a partir de dois pilares: criatividade e dedicação. 

Criatividade, que caminha lado a lado com inovação, foi um assunto recorrente no evento. Tiveram workshops para reinvenção das formas de engajar colaboradores, mentorias sobre gamificação e eventos com temas ligados à transformação digital. Percebe que todos esses temas têm algo em comum? Todos estão relacionados ao employee experience. 

Que tipo de experiência você proporciona aos colaboradores? 

Tem um motivo para todos os caminhos levarem ao employee experience: a experiência do colaborador é fundamental para o sucesso da empresa em diversas frentes. Ela pode ser o ponto determinante para você vencer a concorrência por um grande talento. Pode ser a diferença entre uma taxa de turnover boa e a debandada de colaboradores. 

Mais do que isso, é um fator fundamental para a formação de marca empregadora, outro assunto que estava na ponta da língua dos participantes. Mas, afinal, como aprimorar a experiência dos seus talentos? A resposta é extensa e pode variar, mas certamente envolve os benefícios corporativos. 

A pesquisa interativa da Swile

Foi por isso que, dentro do HR4results, a Swile preparou uma experiência diferenciada para os participantes: uma pesquisa interativa feita basicamente com fios de barbante. Consistia em um painel com 6 perguntas de múltipla escolha, com pinos representando as possíveis respostas. Os interessados eram convidados a esticar um fio de barbante passando pelos pinos correspondentes às suas respostas. 

Vendo fica mais fácil de entender. Se liga aí: 

Reparou como as diferentes opiniões criam um emaranhado colorido de fios de barbante? No fim do dia, o material já tinha se transformado em um gráfico construído coletivamente. Legal, né? E dá para tirar uns bons insights dele!

Voltando na imagem, dá para ver que o fio amarelo, puxado das empresas com mais de 500 colaboradores, faz um caminho bem uniforme. A grande maioria dos representantes dessas empresas têm o vale-refeição como benefício favorito, embora a assistência médica também marque presença. 

Depois desses, Vale Alimentação e Auxílio Home Office são os queridinhos, independentemente do tamanho da empresa. 

Outro dado interessante de destacar é a opinião dos participantes sobre o futuro dos benefícios, pergunta da última coluna. Para a imensa e esmagadora maioria a resposta está nos benefícios flexíveis. 

Outra pergunta que beirou a unanimidade foi a quarta, que questiona sobre a importância dos benefícios para a atração e retenção de talentos. Poucos barbantes não passaram pelo primeiro pino, indicando que a importância é muito alta. 

Tá, mas e na prática?

Até aí, nada de muito novo. É difícil achar alguém que ignore a relevância dos benefícios para as metas de recrutamento e retenção. E está cada vez mais difícil negar que o futuro do setor está nos benefício flexíveis. Mas como colocar tudo isso em prática e melhorar o employee experience?

Ah, para responder isso ninguém melhor que Diogo Oishi, Head de People na Swile e especialista quando o assunto é cultura organizacional, engajamento e gestão de felicidade. Ele abordou tudo isso em um painel, no segundo dia de evento. 

O segundo dia do HR4results

A jornada para dar ao colaborador a experiência que ele merece passa por uma pergunta: onde está a felicidade. E foi justamente esse o nome da palestra que marcou a manhã do segundo dia de evento, apresentada por ninguém menos que Miguel Falabella, um dos artistas mais ativos do país. Entre peças e novelas, livros e palestras, Falabella construiu uma carreira admirável e se tornou exemplo de determinação. No palco, ele compartilhou os aprendizados dessa jornada. 

O dia também contou com uma roda de conversa com Carolina Martins, uma das especialistas em RH mais seguidas do LinkedIn. E claro, um evento que fala em reinventar a realidade não pode deixar de fora alguns temas. A rodada de aplausos mais calorosa veio depois da palestra de Djamila Ribeiro, filósofa e autora do best-seller  “Pequeno Manual Antiracista”. 

Vida longa e próspera: Impulsione resultados com Employee Experience

Pouco depois do meio-dia, começou o painel com Diogo Oishi e Nara Zarino, Head of People Experience no Zé Delivery. A pauta foi como a experiência do colaborador pode ajudar a impulsionar resultados nas organizações. Com grande participação do público, não faltaram trocas de conhecimento. 

Lembra que, em sua palestra, Tadeu Schmidt falou sobre a busca por propósito na carreira? O tema voltou à tona nas falas de Diogo Oishi, que introduziu o conceito de Ikigai. 

Ikigai é uma filosofia japonesa que propõe a intersecção entre 4 pilares:

  • O que você ama fazer;
  • O que você faz bem feito;
  • O que você é pago para fazer e;
  • O que faz bem para o mundo.  

O Ikigai reforça a ideia de que a vida no trabalho é indissociável da experiência pessoal fora dele. Seria incoerente, portanto, buscar a promoção do bem-estar sem considerar os diversos fatores que moldam a vivência do colaborador além do ambiente profissional. E é aí que está o grande X da questão. 

Para acompanhar a nova era das relações humanas e de trabalho, precisamos compreender que a experiência do colaborador não acaba quando ele fecha as portas do escritório. Ela continua em seus momentos de lazer, nos seus estudos, nas suas motivações e por aí vai. Quando pensam em employee experience os gestores de People devem observar o contexto inteiro. É preciso realmente entender as dores para poder tratá-las. 

Esse tipo de abordagem também evita que a área de gente cometa erros que ainda são comuns. Sem uma visão completa da questão, muitos ainda confundem o real conceito de employee experience com políticas isoladas, como trabalho flexível, cestas de benefícios atrativas, escritórios modernos e por aí vai. A experiência do colaborador vai muito além disso. 

Tudo em torno da cultura organizacional

Então, qual é a melhor forma de olhar para o assunto? Para Diogo, o norte é a cultura organizacional. Ele ressalta que não há fórmula mágica, mas que existem basicamente dois tipos de metodologia: a Top Down e a Bottom Up. De cima para baixo e de baixo para cima. 

A primeira é aquela que a gente já conhece faz tempo. Hierarquias bem definidas e processos completamente verticais. Já a segunda dialoga melhor com a ideia de experiência do colaborador.

Isso porque ela precisa criar embaixadores dentro da empresa; profissionais que gostem tanto de trabalhar lá que espalham elogios e contribuem até para o employer branding. 

Para isso, é preciso contar com rituais de reconhecimento visando destacar o comportamento desses potenciais promotores, aumentando seu engajamento. Só que, mais uma vez, não adianta tomar ações vazias: é preciso embarcar na ideia de promover o employee experience. Como Diogo reforça, somos agentes da mudança. 

O fator pandemia

A gente quer que chegue o dia em que não haverá mais discussões sobre os efeitos da pandemia, mas não tem como fugir. O tema continua relevante. No contexto da palestra, o tempo de isolamento serviu como pano de fundo para o crescimento da relevância do employee experience. 

Por dois motivos. Primeiro, porque a necessidade de se adaptar às mudanças abriu novas portas. Quem diria, antes da pandemia, que lidar com equipes híbridas ou remotas poderia trazer tantos benefícios? Novas tecnologias e hábitos, como as videoconferências, mudaram para sempre a forma como o colaborador percebe sua relação com o trabalho. 


A segunda foi uma espécie de epifania coletiva. Pessoas que passaram 2 anos trabalhando de casa perceberam o valor da própria autonomia. Perceberam que a flexibilidade é uma aliada tanto para o seu bem-estar, quanto para os resultados da empresa. Hoje, a possibilidade de trabalho híbrido é amplamente divulgada em vagas para atrair mais talentos. 

Os rituais também mudaram. Celebrações digitais, reuniões online e até happy hours à distância. Mesmo os eventos presenciais passaram a incluir a experiência digital em seu radar. Ora, o próprio HR4results é um exemplo. Na última edição, não houve transmissão online. Nessa, teve até experiência imersiva em estandes digitais. 

O cenário pós pandêmico é mais um exemplo de reinvenção da realidade para tratar das dores e necessidades que surgem a cada dia. 

Plano de felicidade nas empresas

Em certo ponto da conversa, o público começou a fazer perguntas. Uma delas foi sobre o plano de felicidade e a sua aplicabilidade nas empresas. A resposta de Diogo foi direta: felicidade é um sentimento resultante de um bom employee experence. Quando se investe na experiência, as coisas acontecem de forma mais rápida e efetiva. 

Mas é claro que isso não é tudo. Voltamos ao ponto de que employee experience não pode se resumir a ações isoladas. Não adianta botar uma choppeira no escritório se o benefício oferecido ao seu colaborador não cobre suas dores, por exemplo. Não adianta dar bombom se o profissional não se sente valorizado. 

Por isso, um dos pilares para o employee experience é o desenvolvimento e preparação de lideranças. São líderes capacitados que refinam o clima organizacional de modo a fazer com que as pessoas se sintam seguras, felizes e realizadas. 

A relação entre felicidade e produtividade

Em dado momento, os palestrantes foram convidados a compartilhar experiências e dados que comprovem que a felicidade no trabalho afeta positivamente o rendimento profissional. O primeiro exemplo foi do Mercado Livre, que investiu pesado para criar ambientes de trabalho inovadores e completos, buscando entender as reais dores do mercado e dos colaboradores. 

Mais do que isso, o crescimento acelerado da empresa nos últimos anos teve como base uma filosofia focada na experiência do colaborador. Programas de desenvolvimento de liderança ajudaram a fomentar um ambiente onde os colaboradores se sentem seguros para errar e aprender, base de sustentação para a inovação. 

O exemplo da Swile

Diogo também citou a Swile, que tem uma política forte de people first, que busca encontrar e resolver problemas reais. Foi com essa abordagem que a empresa, ou melhor, as pessoas da empresa, identificaram oportunidades no mercado de benefícios, que ainda engatinhava. Voltemos ao assunto pandemia, rapidinho!

No auge do isolamento social, muitas empresas começaram a adotar o auxílio home office, benefício que chegou para ficar. Só que não basta decidir oferecê-lo e voilá. Existe todo um processo burocrático por trás. 

Ao colocar o auxílio home office na folha de pagamento, as empresas corriam riscos tributários e de compliance. Como comprovar que aquele dinheiro estava mesmo sendo usado para comprar móveis, equipamentos e afins? Além de envolver muita burocracia, é uma atividade dificílima de controlar. 

A solução da Swile veio através da tecnologia, de um produto inovador. O cartão de benefícios Swile, que agrega até 8 carteiras, é inteligente e só aceita transações realizadas em estabelecimentos que se encaixem no benefício em questão. Além disso, o dashboard de controle é simples e prático de usar. 

É um exemplo de identificação de dores e oferta de solução que tem a influência direta das pessoas da empresa. O employee experience, no final das contas, gera frutos e resultados para os profissionais e para os negócios.

Alguns números

Os palestrantes também chamaram a atenção para alguns dados e pesquisas publicadas recentemente. 

Uma pesquisa da McKinsey, por exemplo, mostrou que as pessoas que relatam ter uma experiência de funcionário positiva têm 16 vezes o nível de engajamento do que funcionários com uma experiência negativa e são oito vezes mais propensos a querer permanecer em uma empresa. 

O levantamento ainda apontou que os funcionários das empresas com melhores estratégias de employee experience estão mais inclinados a superar as expectativas de trabalho, tendo um nível 40% maior de esforço.

Outros dados apontam para um crescimento de até 300% na capacidade de inovação em empresas que investem no employee experience. Acompanhado a isso, um aumento de 81% da produtividade no trabalho. 

As 6 dimensões do employee experience

Por fim, Diogo deu exemplos práticos da estratégia que ajudou a implementar na Swile, tendo como base praticamente 6 dimensões da experiência do colaborador. Todas têm sua importância própria e são indispensáveis. São elas: 

  • segurança psicológica – ambiente que permite o erro e é livre de julgamento;
  • segurança financeira – remuneração e benefícios que gerem rentabilidade;
  • segurança física – questões básicas de conforto, acessibilidade e ergonomia
  • crescimento contínuo – espaço para desenvolvimento de líderes e liderados
  • significado – sensação de pertencimento, de propósito no trabalho;
  • estima – rituais, celebrações e reconhecimento de bons trabalhos. 

Se “reinventar a realidade” é o objetivo, investir na experiência é o caminho. Estamos na nova era das relações trabalhistas e dos benefícios corporativos. Um momento no qual o bem-estar dos colaboradores deve estar no centro das discussões e a tecnologia deve ser usada para solucionar dores. Afinal, tecnologia não é mais diferencial, é questão de sobrevivência. 

O HR4results 2022 certamente foi um daqueles eventos que deixou muita gente pensativa por um tempo. Para nós, o que sobressai é unanimidade entre especialistas e profissionais sobre a importância de proporcionar felicidade no trabalho, tanto para produtividade, quanto para a construção de relações positivas. É sinal de que estamos no caminho certo. 

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