Chegou ao fim a edição de 2022 do maior evento de Recursos Humanos da região sul do país. O CONCARH reuniu dezenas de especialistas e profissionais de peso na área de gestão de pessoas, proporcionando ao público mais de 30 horas de conteúdo em dois dias de evento.

No primeiro dia, temas relacionados à experiência do colaborador dominaram a Expocarh, arena que reuniu grande parte dos debates.

Higor Lima, especialista em marketing e parte do time de cultura da MadeiraMadeira, subiu ao palco para falar sobre endomarketing, estratégia que busca melhorar a satisfação dos profissionais de uma empresa. 

No mesmo dia tivemos a oportunidade de acompanhar palestras sobre saúde mental, liderança, formas de evitar a Grande Resignação e, claro, RH estratégico. 

No segundo dia o nível e o teor das palestras se manteve. Quem abriu os trabalhos foi Thomas Costa, da InfoJobs, trazendo à tona a importância de cuidar da experiência do candidato. Aqui, o insight é bem claro: o ser-humano, colaborador ou não, deve estar no foco das ações da empresa. 

E isso nos leva ao tema explorado por Felipe Witt, nosso diretor de marketing aqui na Swile. Ele compartilhou com o público um pouco da estratégia que alavancou o crescimento da empresa nos últimos anos.

Na teoria, é bem simples: colocar o colaborador em primeiro lugar. Mas como fazer isso? Quais indicadores considerar? Continue lendo e confira no detalhe!   

O cliente em segundo lugar

Indo contra a velha máxima do mundo comercial, o argumento central da palestra de Witt foi “colocar o cliente em segundo lugar”. Segundo ele, esse é o caminho para dar ao consumidor a experiência de qualidade necessária para encantá-lo. 

Bom, como você acompanha de perto o universo do RH, esse não é um insight tão surpreendente. Afinal, a importância de oferecer uma experiência positiva aos colaboradores já é consenso na gestão de pessoas. Mas sejamos sinceros: ainda há muito o que melhorar na vida no trabalho. 

O papo aqui é sobre uma mudança de paradigma. Não dá mais para oferecer vantagens supérfluas, como mesas de ping pong e pebolim, se elas não fazem parte de um plano consolidado para aprimorar a experiência do colaborador. É preciso contemplar a vida como um todo, tanto dentro quanto fora do trabalho. 

Ou seja, de nada adianta um escritório cool e jovem se o colaborador sai de lá com preocupações financeiras, sem saúde mental, sem tempo livre para seus hobbies etc. 

Quando isso acontece, o local de trabalho não passa de um cenário onde o colaborador passa o tempo esperando para viver quando sair de lá. O ponto de Witt, portanto, é o seguinte: para aprimorar a employee experience, é preciso enxergar o trabalho como parte da equação da vida. 

Só assim, enfim, podemos transformar a vida no trabalho.

Transformando a vida no trabalho

Quando os gestores compreendem isso e passam a contemplar a experiência do colaborador além do tempo no escritório, é possível planejar ações para melhorá-la. E, aí sim, começar a proporcionar satisfação para os profissionais. 

Entenda a importância da questão: o colaborador é o responsável direto por lidar com clientes, produzir soluções e, de forma geral, representar a empresa.

Se essa pessoa está insatisfeita, é apenas natural que não vá exercer sua função da melhor forma possível. O resultado? Atendimentos ineficazes, formação de gargalos e por aí vai. 

Isso do lado comercial. Se voltarmos a atenção para o RH, a satisfação dos colaboradores também é primordial. Sem ela, os índices de turnover disparam, a atração de talentos se torna mais difícil e, pouco a pouco, forma-se uma uma reputação negativa no mercado de trabalho.

Imagina passar por isso em tempos de Grande Resignação? Nem pensar, né? 

Então, voltando à hierarquia de prioridades, o colaborador precisa estar na frente dos clientes. Quando você prioriza a experiência dos seus talentos, cria um efeito bola de neve. O aumento da satisfação, do engajamento e da motivação resulta no fortalecimento da marca, na retenção de clientes e, claro, em resultados positivos.

Para chegar a esse ponto, destaca Witt, é preciso olhar para os impulsionadores de satisfação. Na Swile, o fortalecimento do EVP envolve 5 fatores:

Os 5 impulsionadores de satisfação da Swile

  • Segurança, física, mental e financeira;
  • Crescimento, com aprendizado e impacto
  • Pertencimento, com transparência, comunicação e coesão
  • Estima, com escuta ativa, autonomia, e reconhecimento;
  • Significado, via fit cultura, missão, visão e valores

A segurança física e mental é envolve o oferecimento de academias e o subsídio de sessões de terapia. Com um cartão de benefícios flexíveis aceito em todos os lugares, além de salários competitivos, a segurança financeira também é trabalhada. 

O crescimento passa por pontos como planos de carreira claros e bem desenhados, além de uma política que realmente dá valor ao feedback. Só que nada disso funciona sem uma liderança bem preparada. Por isso, a Swile investe tempo e recursos no desenvolvimento de líderes. 

O senso de pertencimento é diretamente ligado à. Rituais coesos, desde o a fase de integração, fazem com que o Swiler sinta-se parte importante da empresa. E realmente é. 

Para fortalecer a estima, o respeito tem que ser prioridade. As horas não comerciais são sagradas, assim como um certo nível de autonomia. Como Witt reforça, o microgerenciamento é ferramenta utilizada por quem não confia no talento que contratou. Na Swile, isso não existe. Uma pesquisa mensal de Pulse ajuda a medir se a estratégia está dando certo. 

Nossos valores, assim como a missão e visão, são claramente definidos e amplamente comunicados, direcionando o senso de pertencimento. Os rituais internos envolvem todos os líderes e colaboradores, culminando no All Hands, evento que ocorre todo trimestre para falar sobre resultados e alinhar expectativas para o futuro.

Assim, não apenas acreditamos que podemos mudar a vida no trabalho. Somos a prova de que, com uma mudança de paradigma, isso é absolutamente possível.

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